25 de maio de 2010

Por que não se guarda o sábado conforme o mandamento da lei de DEUS, que é imutavel, e foi mudado pela igreja católica, sem autoridade escrituristica?

Por que não se guarda o sabado, conforme o mandamento da lei de DEUS, que é imutavel, e foi mudado pela igreja católica, sem autoridade escrituristica?


Freqüentemente se diz que “Deus instituiu o Sabbath no Éden” por causa de sua conexão com a criação em Êxodo 20:11. Apesar do descanso de Deus no sétimo dia (Gênesis 2:3) ter sugerido uma futura lei do Sabbath, não há registro bíblico do Sabbath antes dos filhos de Israel terem deixado a terra do Egito. Em nenhum lugar das Escrituras há qualquer indício de que guardar o Sabbath tenha sido praticado de Adão a Moisés.

A Palavra de Deus deixa muito claro que guardar o Sabbath era um sinal especial entre Deus e Israel: “E subiu Moisés a Deus, e o Senhor o chamou do monte, dizendo: Assim falarás à casa de Jacó, e anunciarás aos filhos de Israel: Vós tendes visto o que fiz aos egípcios, como vos levei sobre asas de águias, e vos trouxe a mim; Agora, pois, se diligentemente ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, então sereis a minha propriedade peculiar dentre todos os povos, porque toda a terra é minha” (Êxodo 19:3-5).

“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando-o nas suas gerações por aliança perpétua. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre; porque em seis dias fez o Senhor os céus e a terra, e ao sétimo dia descansou, e restaurou-se” (Êxodo 31:16-17).

Em Deuteronômio 5, Moisés reafirma os dez mandamentos à próxima geração de israelitas. Aqui, após ordenar que se guardasse o Sabbath nos versos 12-14, Moisés dá a razão por que o Sabbath foi dado à nação de Israel: “Porque te lembrarás que foste servo na terra do Egito, e que o Senhor teu Deus te tirou dali com mão forte e braço estendido; por isso o Senhor teu Deus te ordenou que guardasses o dia de sábado” (Deuteronômio 5:15).

Repare na expressão “por isso”. A intenção de Deus em dar o Sabbath a Israel não foi que se lembrassem da criação, mas que se lembrassem de sua escravidão egípcia e o livramento do Senhor. Observe os requisitos para se guardar o Sabbath: A pessoa sob a lei do Sabbath não poderia deixar sua casa no Sabbath (Êxodo 16:29), não poderia acender fogo (Êxodo 35:3) e não poderia fazer ninguém trabalhar (Deuteronômio 5:14). A pessoa que quebrasse a lei do Sabbath seria colocada à morte (Êxodo 31:15; Números 15:32-35).

Um exame das passagens do Novo Testamento nos mostra quatro pontos importantes: 1) Sempre que Cristo aparece em Sua forma ressuscitada (e o dia é mencionado), sempre é o primeiro dia da semana (Mateus 28:1, 9, 10; Marcos 16:9; Lucas 24:1, 13, 15; João 20:19, 26). 2) A única vez em que é mencionado o Sabbath, desde Atos até Apocalipse, isto é feito para fins evangelísticos aos judeus e sempre no contexto da sinagoga (Atos capítulos 13-18). Paulo escreveu: “E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei” (I Coríntios 9:20). Paulo não foi à sinagoga para ter comunhão com os santos ou edificá-los, mas para convencer os perdidos e salvá-los. 3) Desde o momento em que Paulo afirma “e desde agora parto para os gentios” (Atos 18:6), o Sabbath não mais é mencionado. 4) Ao invés de sugerir que se observe o Sabbath, o restante do Novo Testamento sugere o oposto (incluindo a única exceção, no ponto 3 acima, encontrada em Colossenses 2:16).

Olhando mais de perto o ponto 4 acima, este revela que não há obrigação para o crente do Novo Testamento de guardar o Sabbath, e mostra também que a idéia de um domingo (“Sabbath cristão”) também não se encontra nas Escrituras. Como discutido acima, apenas uma vez o Sabbath é mencionado depois que Paulo objetiva os Gentios: “Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, Que são sombras das coisas futuras, mas o corpo é de Cristo” (Colossenses 2:16-17). O Sábado Judeu (Sabbath) foi abolido na cruz onde Cristo riscou “o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz” (Colossenses 2:14).

Esta idéia é repetida mais de uma vez no Novo Testamento: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz” (Romanos 14:5-6a). “Mas agora, conhecendo a Deus, ou, antes, sendo conhecidos por Deus, como tornais outra vez a esses rudimentos fracos e pobres, aos quais de novo quereis servir? Guardais dias, e meses, e tempos, e anos” (Gálatas 4:9-10).

Alguns afirmam, entretanto, que um mandato de Constantino em 321 d.C. “mudou” o Sabbath de sábado para domingo. Em que dia a igreja primitiva se reunia para adoração? As Escrituras nunca mencionam o Sabbath (sábado) como dia de reuniões pelos crentes para comunhão ou adoração. Entretanto, há passagens claras que mencionam o primeiro dia da semana. Por exemplo, Atos 20:7 afirma: “E no primeiro dia da semana, ajuntando-se os discípulos para partir o pão.” Em I Coríntios 16:2 Paulo exorta aos crentes coríntios: “No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar, conforme a sua prosperidade.” Uma vez que Paulo designa esta oferta como “serviço” em II Coríntios 9:12, esta coleta deve ter sido ligada com a adoração do culto de domingo da assembléia cristã. Historicamente, domingo, não sábado, era o dia normal de encontros dos cristãos na igreja, e sua prática vem desde o primeiro século.

O Sabbath foi estabelecido para Israel, não para a igreja. O Sabbath ainda é sábado, não domingo, e nunca foi mudado. Mas o Sabbath é parte da Lei do Velho Testamento, e os cristãos são livres da servidão da Lei (Gálatas 4:1-26; Romanos 6:14). Guardar o Sabbath não é algo cobrado dos cristãos, seja um sábado ou domingo. O primeiro dia da semana, domingo, o Dia do Senhor (Apocalipse 1:10) celebra a Nova Criação, com Cristo como nossa Cabeça ressuscitada. Não somos obrigados a seguir o Sabbath de Moisés - descansando, mas somos agora livres para seguir o Cristo ressuscitado –servindo. O Apóstolo Paulo disse que cada cristão deveria decidir se observa ou não o descanso do Sabbath: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente” (Romanos 14:5). Devemos adorar a Deus todos os dias, não somente no sábado ou domingo.

Em Colossenses 2:16-17, o Apóstolo Paulo declarou: “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo”. Da mesma forma, Romanos 14:5 diz: “Um faz diferença entre dia e dia; outro julga iguais todos os dias. Cada um tenha opinião bem definida em sua própria mente”. Essas passagens deixam bem claro que, para o Cristão, guardar o Sábado é uma questão de liberdade espiritual, não um comando de Deus. Guardar o Sábado é um assunto sobre o qual a Palavra de Deus nos diz para não julgarmos uns aos outros. Guardar o Sábado é uma questão que cada Cristão deve estar convencido em sua própria mente.

Nos primeiros capítulos do livro de Atos, os primeiros Cristãos eram predominante judeus. Quando gentios começaram a receber o dom da salvação através de Jesus Cristo, os Cristãos judeus tinham um dilema: quais aspectos da Lei Mosaica e tradição israelita os Cristãos gentios deveriam ser instruídos a obedecer? Os apóstolos se reuniram e discutiram sobre o assunto no conselho de Jerusalém (Atos 15). A decisão foi: “Pelo que, julgo eu, não devemos perturbar aqueles que, dentre os gentios, se convertem a Deus, mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, bem como das relações sexuais ilícitas, da carne de animais sufocados e do sangue” (Atos 15:19-20). Guardar o Sábado não era um dos mandamentos que os apóstolos julgaram ser necessário reforçar aos crentes gentios. É inconcebível que os apóstolos iriam deixar de incluir o guardar o Sábado se esse ainda fosse um camando de Deus para os Cristãos.

Um erro comum no debate de guardar o Sábado é o conceito de que o Sábado era o dia de louvor. Grupos como os Adventistas do Sétimo Dia defendem a idéia de que Deus exige que o culto da igreja seja no Sábado, o dia santo. Não é isso que o comando do Sábado era. O comando do Sábado era para não trabalhar naquela dia (Êxodo 20:8-11). Em nenhum lugar das Escrituras o sábado era para ser um dia de louvor. Sim, judeus no Velho Testamento, Novo Testamento e tempos modernos usam o sábado como um dia de louvor, mas essa não é a essência do comando do Sábado. No livro de Atos, quando uma reunião está acontecendo no dia de sábado, é uma reunião dos judeus, não dos Cristãos.

Quando os primeiros Cristãos se reuniam? Atos 2:46-47 nos dá a resposta: “Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos”. Se tinha um dia que os Cristãos se reuniam regularmente era o primeiro dia da semana (nosso domingo), não no dia de sábado (Atos 20:7; 1 Coríntios 16:2). Em homenagem à ressurreição de Cristo no domingo, os primeiros Cristãos observaram o domingo, não como o “sábado Cristão”, mas como um dia para louvar e glorificar a Jesus Cristo de uma forma especial.

Há algo errado em louvar no sábado? Claro que não! Devemos louvar a Deus todos os dias, não só no sábado ou domingo! Muitas igrejas de hoje têm cultos no sábado e domingo. Há liberdade em Cristo (Romanos 8:21; 2 Coríntios 3:17; Gálatas 5:1). Um Cristão deve praticar guardar o sábado, quer dizer, não trabalhar nos sábados? Se um Cristão acha que deve fazer isso, absolutamente, sim (Romanos 14:5). No entanto, aqueles que escolhem guardar o sábado não devem julgar aqueles que não guardam o sábado (Colossenses 2:16). Além disso, aqueles que não guardam o sábado devem evitar ser uma pedra de tropeço (1 Coríntios 8:9) para aqueles que guardam o sábado. Gálatas 3:13-15 resume bem esse assunto: “Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade; porém não useis da liberdade para dar ocasião à carne; sede, antes, servos uns dos outros, pelo amor. Porque toda a lei se cumpre em um só preceito, a saber: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Se vós, porém, vos mordeis e devorais uns aos outros, vede que não sejais mutuamente destruídos”.

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