26 de fevereiro de 2010

Presbítero como combater a pedofilia?

Como combater a pedofilia?



Várias maneiras:
Uma delas é denunciando: http://nightangel.dpf.gov.br/ - Polícia Federal

Com tantos casos chocantes de violência sexual contra crianças e adolescentes, discute-se uma forma de combater a pedofilia – distúrbio sexual que pode estar relacionado a esses crimes. De acordo com especialistas, o simples encarceramento pode estar longe de ser uma solução. A pedofilia é uma doença que necessita de tratamento, dizem os médicos.

O tratamento não é tão simples, porém. O problema começa, segundo os médicos, no difícil diagnóstico da doença. “A pedofilia é um dos capítulos mais difíceis da psquiatria ”, opina o professor de psiquiatria Danilo Baltieri, da Faculdade de Medicina do ABC.
De acordo com ele, são necessárias várias entrevistas e exames – neuropsicológicos, tomografias, ressonâncias magnéticas, eletroencefalogramas – para que seja possível detectar a patologia. “Não pode ser qualquer psiquiatra: tem de ser gente especializada no assunto”, afirma. Depois de feito o diagnóstico, é necessário, ainda, que o paciente realmente queira se submeter ao tratamento.

O próximo passo é começar uma terapia chamada cognitivo-comportamental, em que o psiquiatra tenta, por meio de conversa, exercícios e treinamentos, que o paciente consiga driblar os pensamentos e fantasias sexuais com crianças. “Na terapia, tentamos mudar os interesses do indivíduo para atividades mais adequadas”, explica a coordenadora do projeto sexualidade do Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas de São Paulo, Carmita Abdo.

O passo seguinte seria, então, o uso de medicamentos que controlam o impulso sexual – normalmente antidepressivos em altas doses, associados à terapia. Com estes tratamentos a doença é controlada em 90% dos casos, dizem os especialistas. “Nos outros 10% exige-se controle mais intenso, com internações em hospitais psiquiátricos e uso de outros medicamentos”, afirma Baltieri. E é aqui que mora a polêmica da castração química.

Entre 5% a 10% dos casos, segundo Baltieri, a indicação é para tratamento hormonal. A mecânica da ideia é utilizar hormônios que reduzam a ação da testosterona (hormônio masculino) e melhorem o controle comportamental. O problema é que tal método foi apelidado internacionalmente de “castração química”. Um grande equívoco, segundo o médico.

“Este tipo de tratamento é feito sempre com a autorização do paciente”, explica. “Quando bem administrado, não provoca impotência ou lesão corporal, nem deixa o sujeito sem apetite sexual. Usa-se o hormônio por um período pequeno, entre três e seis meses, sem prejuízo ao paciente. Nada a ver com castração química, que é o uso indiscriminado de hormônio contra a vontade do indivíduo.”

Baltieri ressalta que o tratamento a base de hormônios é feito associado à terapia e também a outros medicamentos. É importante lembrar que o uso de hormônios no controle da pedofilia não é liberado no Brasil. Aqui, para se recorrer a este tipo de tratamento é necessário o consentimento do paciente e autorização de comitês de ética de institutos de pesquisa.

http://migre.me/jhGC

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