3 de dezembro de 2009

Lesbianismo: O que faço?

Minha cunhada esta no lesbianismo o que faço?

Rovane

Resposta:
Rovane,

Que a Paz que somente o Príncipe da Paz pode oferecer seja derramada sobre a sua vida.

Segundo o Dicionário Aurélio da língua portuguesa, homossexualismo é a prática homossexual, que consiste em ato sexual realizado por pessoas do mesmo sexo. Entre mulheres o termo usado é lesbianismo, que deriva da Ilha de Lesbos, onde residia à poetisa e sacerdotisa grega Safo, responsável por iniciar mulheres nessa prática.
A homossexualidade se constitui, em última análise, num estilo de vida equivocado física, psicológica e espiritualmente. Sendo, teologicamente, pecado e profanação do corpo do ser humano, que as Escrituras afirmam ser templo do Espírito Santo.
“Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo. Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos? Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o seu próprio corpo." (1 Coríntios 6.18-20 – NVI).
Diante disto, o evangelho de Jesus Cristo continua sendo a única e suficiente resposta de Deus para o ser humano, promovendo libertação das opções paliativas escravizantes do mundo, comunhão genuína com Deus e crescimento físico, psíquico e espiritual sadios. No exercício do livre arbítrio, cada indivíduo pode e deve escolher o caminho a seguir na jornada de sua vida. Nem demônios, nem Complexos de Édipo e Elektra Disfuncional, nem excesso de estrógeno e testosterona, nem memórias traumáticas, nem a influência de uma sociedade relativista e sem valores, etc; nada pode obrigar o ser humano a ser aquilo que ele não quer ser e nem participar. Ofertas boas e ruins chegam até nós, mas Deus concedeu a todos o direito de escolher e, é claro, também arcar com as conseqüências de suas escolhas. Assim, o homem somente é produto do meio enquanto se permitir ser, ou seja, conviver com bandidos não significa que ao crescer seremos bandidos. Se devidamente orientado pelos pais, o filho só trilhará o caminho errado se quiser fazê-lo. Semelhantemente, se criado em um ambiente familiar sadio, o que é raro atualmente, tendo amor, respeito, dignidade, educação e referenciais masculino e feminino corretamente definidos, o indivíduo só cederá as influências externas se quiser. Da mesma forma, se cumprir seu papel missionário, doutrinário e social corretamente, a igreja promoverá a libertação, restauração e crescimento na graça e conhecimento de Jesus Cristo (2 Pedro 3.18), a todos que nela ingressarem arrependidos e dispostos a fazer a vontade de Deus (João 7.37-39).
Não podemos ser coniventes com o pecado da prática homossexual, entretanto, discriminá-los, como se fossem o pior tipo de pecadores não é nem sábio, nem espiritual. Os que adotam a prática do homossexualismo não são mais pecadores do que os adúlteros, ou os roubadores, e tanto estes como aqueles precisam ser amados como pecadores que podem chegar ao conhecimento da verdade, e arrependendo-se verdadeiramente e abandonando as paixões carnais, podem viver vidas que glorificam a Deus. Sendo assim, excluí-los não irá ajudar em nada, pois tal atitude não pode revelar a eles a graça salvadora manifestada a “todos” os homens (Tito 2:11). Mas compete-nos afirmar que aceitá-los como pecadores carentes, e apresentar-lhes a Cristo, não é para qualquer um, pois é preciso ter tanto coragem de enfrentar o preconceito, quanto amor pelo próximo, como ordena as Escrituras. Quem ama, comunica o evangelho!
Nunca, na história humana, ciência e ignorância, humanidade e bestialidade, discursos de paz e terrorismo bárbaro, desenvolveram-se juntos, como agora. O argumento que diz que o homem está “evoluindo”, esbarra no fato de que esse mesmo homem, atualmente, está mais egoísta, violento, bárbaro, individualista, egocêntrico, perverso, hedonista, etc; harmonizando-se, esse quadro, perfeitamente com a profecia bíblica, que diz: “Sabe disto: Nos últimos dias sobrevirão tempos terríveis. Os homens serão egoístas, avarentos, presunçosos, arrogantes, blasfemos, desobedientes aos pais, ingratos, ímpios, sem amor pela família, irreconciliáveis, caluniadores, sem domínio próprio, cruéis, traidores, precipitados, soberbos, mais amantes dos prazeres do que amigos de Deus” (2 Timóteo 3.1-4).
Devemos pregar o evangelho a “toda criatura”, Deus não faz acepção de pessoas (Marcos 16.15; Romanos 2.11), e quando o fazemos, pecamos contra Ele (Tiago 2.9). Acharmos repugnante a prática do homossexualismo é uma atitude correta, pois devemos julgar abominável todo pecado, rejeitando a sua ideia e a conduta dos que vivem nessa prática, entretanto, temos uma responsabilidade evangelística para com todo homem, e esta nos será cobrada. Que Deus nos abençoe a enxergar em cada pessoa uma alma e em cada pecador uma oportunidade.

Minha primeira orientação é que você busque ajuda em um pastor-mestre (Efésios 4.11), que esteja realmente apto a te orientar em todas as problemáticas de ordem física, psicológica e espiritual. Não procure ajuda em neófitos, ou naqueles que somente teem interesses em si mesmos, estes possivelmente ajudarão a destruir uma vida.
A segunda e principal orientação é que você deve continuar a amar fraternalmente sua cunhada, demonstrando com prática e orações o quanto Deus se preocupa com ela e a ama.

E por último descanse nos braços do Senhor, pois quem faz a obra é o Espírito Santo, não é você ou qualquer pessoa. Ele somente Ele, convece-nos do pecado, da justiça e do juízo. (João 16.8).

No Senhor, Aquele que nos compreende, somente Nele está a nossa confiança.

Márcio Melânia

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