10 de dezembro de 2009

Druidismo: velhas práticas animistas.

Chegou em minha casa um rapaz de 23 anos, culto, inteligente, com nível universitário. Ele viu escrito em meu carro a palavra Jesus. Bateu á minha porta e pediu ajuda. Depois de algum tempo de conversa, perguntei a ele em que poderia ajudar. E respondeu que sua mãe era sacerdotisa druista e ele estava cansado da vida que levava. Queria mudar.
Pergunto se isto é possivel ou pode ser armadilha do diabo? Como aconselho? Ele não quis aceitar a Jesus e se referia a Jesus como o nazareno, qual a sua opinião?

Luciano

Resposta:

Paz e Misericórdia, irmão Luciano.

É. De fato estamos vivendo os últimos dias. Dias trabalhosos mesmo.

Primeiro, é interessante aprendermos o que é ser uma sacerdotisa druista ou druidista.
O druidismo era uma religião natural, da terra baseada no animismo [a manifestação religiosa imanente a todos os elementos do cosmos (Sol, Lua, estrelas), a todos os elementos da natureza (rio, oceano, montanha, floresta, rocha), a todos os seres vivos (animais, árvores, plantas) e a todos os fenômenos naturais (chuva, vento, dia, noite)];, e não uma religião revelada (como o Islamismo ou o Cristianismo), os druidas assumem então o papel de diretores espirituais do ritual, conduzindo a realização dos ritos, e não de mediadores entre os deuses e o homem. A partir desta constatação percebemos de imediato a similaridade de algumas doutrinas kardecistas com as idéias druistas por sua origens celtas. (Segundo o próprio Kardec, ele mesmo viveu entre os celtas).

Esta é a religião que é ensinada nos filmes e nos livros de Harry Potter e similares. É a "antiga" feitiçaria que se apresenta hoje como chique e desprovida de sua "feiura". É a wicca. A feitiçaria "chique".

Na Bíblia Sagrada, feitiçaria é uma espiritualidade associada às obras da carne e jamais à vida no Espírito. Lemos: "não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam" (Gálatas 5.20-21).

Devemos estar cientes de que muitos estão sendo indiretamente influenciados e que estamos vendo uma nova geração de cananeus chiques surgindo no planeta.

Inculquemos nas nossas mentes e nas dos nossos filhos o amor genuíno por Deus e, "finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe os vosso pensamento" (Filipenses 4.8).

A Bíblia nos adverte sobre o perigo de confundir o que é reto e luminoso com o que é perverso e escuro: "Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!" (Isaías 5.20).

O Brasil é um país obcecado com o sobrenatural e qualquer coisa que se prega nas igrejas ou fora delas está fadada ao sucesso. Como as pessoas gostam de crer, não importa em quê!

Há uma onda de frustração em toda parte. O homem moderno está frustrado com tanta guerra, tanta violência, terrorismo, injustiças, modelos de governo que não dão certo – e isso o leva a buscar ajuda em qualquer lugar. Parece uma geração de náufragos dispostos a agarrar-se em qualquer coisa como se fosse uma tábua de salvação.

Na sua busca por uma saída, o homem moderno parece não estar preocupado com o senso de certo e errado, demonstrando possuir um escasso discernimento entre verdade e mentira. Muitas vezes, os mesmos executivos que não dispensam as verdades científicas para desenvolver programas de informática, para trabalhar com as leis da física, e para fazer pesquisas na área da genética, quando chegam em casa, estão dispostos a sentar-se debaixo de uma pirâmide para receber suas energias ou ir ao jardim para encontrar o seu gnomo. Mesmo sem qualquer verdade verificável sobre todas essas superstições, ele continua disposto a crer. Logo, o homem moderno é extremamente capaz quanto ao conhecimento científico e extremamente ingênuo quanto aos valores espirituais.

Uma outra razão pode ser a própria crise existencial que domina grande parte da sociedade atual. O homem moderno é caracterizado pelo vazio espiritual. E isso deve ser visto do ponto de vista da teologia. O ser humano foi feito para Deus e nunca vai viver feliz fora dele. Assim, o homem moderno, na ansiedade de preencher o vazio produzido pela ausência ou ignorância do Criador, estará receptivo a quase tudo: vícios, velocidade, poder, dinheiro, sexo, superstições, gurus. Nesse momento, verdade e bom senso pouco importam.

Existe também, à luz da Palavra de Deus, uma dimensão espiritual. A salvação acontece quando Deus, pelo Espírito Santo revela Jesus Cristo em nós, como afirmou Paulo numa de suas epístolas: "Mas Deus me separou desde o ventre materno e me chamou por sua graça. Quando lhe agradou revelar o seu Filho em mim para que eu o anunciasse entre os gentios..." (Gálatas 1.15, 16). Se isso não acontece, Paulo explica o motivo: "O deus desta era cegou o entendimento dos descrentes, para não vejam a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus" (II Coríntios 4:4).

O único conselho que você pode e deve dar para este jovem ou qualquer outro que esteja envolvido ou foi envolvido com este tipo de "religiosidade" é que de acordo com as Escrituras, somente Jesus pode recociliar o homem com Deus: "Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5.1). Jesus é o único caminho para Deus. Foi ele mesmo quem disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim" (João 14.6). O apóstolo Pedro também confirmou isso ao declarar: "Não há salvação em nenhum outro, pois, debaixo do céu não há nenhum outro nome dado aos homens pelo qual devamos ser salvos" (Atos 4.12).

Não é de hoje que o ser humano escolhe viver alienado de Deus. Muitos vão até além, chegando a trocar a verdade de Deus pela mentira, adorando e servindo a coisas e seres criados, em lugar do Criador, que é bendito para sempre. Amem. (Romanos 1.25). Jeremias, um dos profetas de Deus no Antigo Testamento, já havia constatado essa triste realidade nos seus dias, ao escrever: "O meu povo cometeu dois crimes: eles me abandonaram, a mim, a fonte de água viva; e cavaram as suas próprias cisternas, cisternas rachadas que não retêm água" (Jeremias 2.13). Somente Jesus tem as palavras de vida eterna (João 6.68).

Se ainda tiver dúvidas volte a nos escrever.

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