5 de junho de 2009

Línguas Estranhas - Glossolália

Márcio,

Tive uma experiência no dia do culto de despedida de minha mãe, quando esta veio a falecer.
Minha família estava presente, incluindo meus irmãos que, ainda, não se converteram e seguem a religião caótica, digo, católica; minha irmã que reside em Aracajú e meu irmão mais velho, que mora aqui em Maceió mesmo.
O fato foi o seguinte: embora eu tivesse lido e aprendido com você mesmo sobre os dons, e dentre estes o dom de falar em línguas, e ter lido a respeito inclusive com minha mãe, antes de sua partida, no momento do culto, quando Joy e Ulysses (ambos católicos, mas a Joy, de vez em quando ora em línguas “by católicos carismáticos") estavam ao meu lado, e eu comecei a falar em línguas e neste dia não consegui falar baixinho só com Deus (ou calar-me).
Outra ocasião em que isso aconteceu foi num momento de oração em nossa igreja, junto com o pessoal do louvor, quando nos reuníamos antes do culto para orar.
Daí, Márcio, minha dúvida resta em relação aos seguintes versículos de Atos:

"E todos ficaram cheios do ESPÍRITO SANTO, e começaram a falar noutras línguas, conforme o Espírito lhes concedia que falassem."

"Enquanto Pedro ainda dizia estas coisas, desceu o ESPÍRITO SANTO sobre todos os que ouviam a palavra".

Eles também falaram em línguas?

Abraço Márcio, boa noite!

Davi



Meu irmão Davi,
Há ocasiões que as nossas emoções pessoais não nos permite controlar o seu fluir, mas, isto não invalida o que a Palavra de Deus diz a respeito "o espírito do profeta está sujeito ao profeta" 1Coríntios 14.32. A falta de controle está nas MINHAS emoções.
Em algumas ocasiões isto já ocorreu comigo. O "problema" é o seguinte: é tão bom falarmos com Deus, pois achamos que o Senhor nos compreende com "mais facilidade" desta maneira, que abrimos a nossa boca e esquecemos que ali pode existir alguém que não entende, que não compreende.
Se todos estivessem no mesmo sentido, com o mesmo objetivo e cheios do Espírito Santo, não teríamos problema algum em TODOS falarem em línguas - a única dificuldade era que a edificação, o consolo e a exortação iria ser individual e não coletiva, como é o propósito da reunião na grande congregação.
Quanto a estes versículos de Atos dos Apóstolos, precisamos entender duas coisas:
1) O livro de Atos foi escrito por Lucas, contando os acontecimentos da Igreja Primitiva em tom histórico, então compreendemos que o Livro de Atos dos Apóstolos não é um livro doutrinário. Eu não devo/posso extrair nenhuma doutrina de um livro histórico (regra de homilética).
2) Quando nós contamos uma história a alguém sobre, por exemplo, o resultado de uma reunião, nossa tendência é generalizar. (Estavam todos presentes e todos participaram das festividades - mesmo que alguns não estivessem ali e os que estavam nem tenham levantado da cadeira, compreeende?).
Claro que todos falaram em línguas no Pentecoste - Atos 2.4, mas naquela ocasião houve um propósito especial. Aqueles homens começaram a falar em línguas tipo humanas (mesmo que não tenham aprendido) para anunciar o evangelho para aqueles que foram atraídos pelo acontecimento: Atos 2. 5-12. Mesmo que alguns, mesmo assim não compreenderam NADA: Atos 2.13.
Quanto ao segundo texto, eu te digo que apesar da doutrina de Paulo (escrita, principalmente em suas cartas aos coríntios) informar que nem todos falam línguas, nem todos profetizam, etc. (1Coríntios 12.29,30), em algumas ocasiões Deus se faz revelar desta forma porque o "Espírito sopra onde quer" (João 3.8) e ai meu irmão não tem que segure o sopro...

Márcio Melânia

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